Como passou a virada do ano? Fez simpatias, resoluções?
Há quem acredite que seja uma grande bobagem, ser praticamente obrigado a fazer um balanço do ano que passou e achar que tudo vai ser melhor no próximo (mesmo que não façam nada para isso).
O Sérgio Henrique manifestou sua indignação com o ano novo em um longo post, e acabei contribuindo nos comentários abordando temas como convenções sociais.
Já que no fundo no fundo, muita gente na verdade se vale do ano novo pra acreditar cegamente que nos próximos 12 meses serão outras pessoas ( menos elas mesmas ) com virtudes que nunca vão ter capacidade de ter.
Aliás mudanças desse tipo, de temperamento pra dar um exemplo, não cabem no calendário, são graduais e não perguntam quantos dias, meses ou anos vão demorar para surtirem efeito, se é que vão surtir.
Essa coisa toda de todo mundo vestido de pai de santo no dia 31, aquela alegria pastosa, com músicas horrendas tocando a todo volume ainda com distribuição gratuita de falso afeto combinados com o foguetório, me enchem o saco profundamente.
Algumas considerações posteriores:
Assim como tem o dia do índio, o dia da consciência negra, acho mais saudável pensar no dia 31 de dezembro como o dia da consciência de como levamos nossa vida.
Resoluções de ano novo não devem variar muito no campo do aprimoramento pessoal (eliminar vícios e procastinação, etc.), mas pessoas encaram essas resoluções de diferentes formas. Há quem se planeje, trace um plano de ação para cada mês e há quem faça só pela tradição entre um e outro gole de cerveja.
Em um ponto eu pareço concordar com o autor: a mera retrospectiva de fatos não é o que aponta os erros e sucessos do ano que passou, e sim o comportamento por trás deles, a forma de encarar as coisas. Somente mudando essa essência, é que podemos fazer com que o ano
nos pareça bom.