Quinta-feira, Junho 19, 2008

Faça caridade, mas pense antes



Fundação Para Uma Vida Melhor - Compaixão

Não critico a propaganda. Acho a mensagem legal e tudo mais. Só acho que que o tiozinho podia ser um pouco mais esperto, sendo que entraram duas pessoas e além do motorista cabem 4 no táxi. Eles poderiam dividir a corrida, tlavez saía até mais em conta.
Fara fazer o bem, você não precisa se dar bem, mas também não precisa ser trouxa.

Domingo, Março 23, 2008

Pleonasmos sutis

O Pleonasmo pode existir em duas formas, como figura de linguagem e como vício de linguagem.
Como figura de linguagem, bem usada, é um reforço estético muito apropriado, com o viés de ênfase.
Como vício de linguagem, está mais ligado à idéia de redundância. A repetição desnecessária que não reforça nenhuma idéia que já tenha sido colocada. É sobre esse tipo que trataremos nesse post. Alguns exemplos:
  • Subir para cima / Descer para baixo
  • Sofreu hemorragia de sangue
  • Um elo de ligação
  • Cada um, individualmente
  • Cursar um curso
  • A bola redonda
  • Há 5 dias atrás
Acho que é um dos erros mais recorrentes na língua portuguesa falada. Talvez pela difícil detecção; é preciso pensar um pouco para classificar algo como pleonasmo. Não é raro deixarmos escapulir sem pensar muito e nos deparar com um ou mais dedos apontados para nós.

Isso porque o pleonasmo pode ter sua ocorrência determinada em diversos graus. Tudo depende do grau de conhecimento que integra o repertório do emissor em relação aos ouvintes. "Subir para cima" é fácilmente detectado, já "hemorragia de sangue" é necessário um mínimo (ainda que básico) conhecimento biológico. "Elo de ligação" então, gostaria de saber quantas pessoas param para refletir se existe outro tipo de elo, ou o próprio significado da palavra elo.

E então, aprofundando nas sutilezas das redundâncias apresento mais uma: "um detalhe a mais".
Explico: Para conhecer um detalhe, se pressupõe o conhecimento da visão superficial do assunto. E qualquer conhecimento será um adicional em profundidade.

Supondo que agentes de um diálogo se esmerem em aumentar o repertório e abominem os pleonasmos, até que ponto eles reduziriam a linguagem? Qual o grau máximo de minimalismo possível?

Sexta-feira, Março 21, 2008

Bauru sem tomate é Misto – uma divagação pelos sanduíches baratos

Essa frase é muito mais profunda do que vocês possam imaginar.
Pelo adjetivo ‘misto’, entende-se a constituição única de partes de dois ou mais elementos. Enquanto o Bauru tem nome e características únicas, o Misto se diverge em duas opções: Misto Quente e Misto Frio.
Ou seja, o Bauru possui onipresença de denominação em qualquer variação térmica.

O mais impressionante: é uma singela fatia de tomate a responsável pela metamorfose de um reles sanduíche com classificação suscetível às emissões de calor em outro blindado às mesmas.
Assim, ao pedir um Bauru sem tomate, além da clara calúnia gastronômica, o erro terminológico é elevado à segunda potência, tudo na vil tentativa de se imunizar na amplitude térmica no cotidiano pedido na lanchonete.

Terça-feira, Janeiro 22, 2008

Uma camisa no peito e merda na cabeça

A imbecilidade do Ser Humano mediano medíocre médio parece não ter mais limites.
Quando se propõe a vestir alguma camiseta, que tenha uma estampa que lhe agrade estética e artisticamente.

Quando a estampa carrega uma ideologia, ou você está bem informado do que aquilo se trata e então, literalmente, você veste a camisa, ou então você é um imbecil.

Prova irrefutável #1
Prova irrefutável #2

Domingo, Janeiro 06, 2008

Tentei ajudar, mas...

Navegando pelo Submarino, pesquisando preço dos monitores LCD, vi uma oferta que havia me atraído, porém havia algo errado na página de descrição do produto:
Submarino erra e coloca dois valores diferentes de taxa de atualização no mesmo produto. Informações contraditórias.
Decidi informar pelo atendimento online deles o ocorrido. Como a atendente ficou sem dar a resposta final por muito tempo, a sessão encerrou e não pude copiar o texto, mas tentarei escrever como se passou o diálogo:

Eu: Posso informar a você um erro na descrição do produto?

Atendente:
S

Eu:
Na página http://www.submarino.com.br/software_productdetails.asp?Query=&ProdTypeId=10&CatId=13438&PrevCatId=11111&ProdId=1944360&ST=BL13438&OperId=0&CellType=2 há duas informações diferentes em relação ao tempo de resposta. Primeiro diz que são 5 ms, depois dizem que são 2 ms.

[espero ela conferir]

Atendente: Exato

[Passa um tempo e ela ainda responde com um texto visivelmente colado de uma lista de respostas pré-fabricadas, algo do tipo:]
Texto colado pela Atendente: Para maiores informações sobre os produtos anunciados, entre em contato com nossa Central de Atendimento - Tel: 0xx00 -0000-0000.

Eu (já sem paciência): Eu já sei qual a taxa de atualização correta, pois me dei ao trabalho de ir ao site do Fabricante, mas estou sendo cortês de avisá-los desse erro na descrição do produto, para evitar que vocês percam os clientes que não se dão o mesmo trabalho de pesquisa.

[ausência de resposta e conseqüente fim da sessão]


***
Estaria a atendente interessada em evitar prejuízos para a empresa ou estaria ela somente interessada no contra-cheque?

Ano Novo 2008

Como passou a virada do ano? Fez simpatias, resoluções?
Há quem acredite que seja uma grande bobagem, ser praticamente obrigado a fazer um balanço do ano que passou e achar que tudo vai ser melhor no próximo (mesmo que não façam nada para isso).

O Sérgio Henrique manifestou sua indignação com o ano novo em um longo post, e acabei contribuindo nos comentários abordando temas como convenções sociais.

Já que no fundo no fundo, muita gente na verdade se vale do ano novo pra acreditar cegamente que nos próximos 12 meses serão outras pessoas ( menos elas mesmas ) com virtudes que nunca vão ter capacidade de ter.
Aliás mudanças desse tipo, de temperamento pra dar um exemplo, não cabem no calendário, são graduais e não perguntam quantos dias, meses ou anos vão demorar para surtirem efeito, se é que vão surtir.

Essa coisa toda de todo mundo vestido de pai de santo no dia 31, aquela alegria pastosa, com músicas horrendas tocando a todo volume ainda com distribuição gratuita de falso afeto combinados com o foguetório, me enchem o saco profundamente.
Algumas considerações posteriores:
Assim como tem o dia do índio, o dia da consciência negra, acho mais saudável pensar no dia 31 de dezembro como o dia da consciência de como levamos nossa vida.

Resoluções de ano novo não devem variar muito no campo do aprimoramento pessoal (eliminar vícios e procastinação, etc.), mas pessoas encaram essas resoluções de diferentes formas. Há quem se planeje, trace um plano de ação para cada mês e há quem faça só pela tradição entre um e outro gole de cerveja.

Em um ponto eu pareço concordar com o autor: a mera retrospectiva de fatos não é o que aponta os erros e sucessos do ano que passou, e sim o comportamento por trás deles, a forma de encarar as coisas. Somente mudando essa essência, é que podemos fazer com que o ano nos pareça bom.

Segunda-feira, Dezembro 24, 2007

Especial de Natal

Agora na TV, encontrará filmes de natal aos montes. Aposto que todos com a mínima estética hollywoodiana contemporânea.
Assim, minha oferta de Natal, é um filme que foge a esses padrões. É natalino, mas é velho e tosco.

Se você extrai o humor das coisas toscas, personagens e falas mal desenvolvidos, e consegue rir da ingenuidade da humanidade algumas décadas atrás, esse filme é pra você.
Unlimited Free Image and File Hosting at MediaFire
Papai Noel Conquista os Marcianos (Santa Claus Conquers The Martians, 1964)

Pegue a pipoca, relaxe e clique neste link para rir um pouco do filme. http://video.google.com/videoplay?docid=-7709281390847700281

Notem que o filme data antes do homem na Lua, ainda tínhamos (como humanidade) muitas expectativas e receios da era espacial na época da Guerra Fria. Vida inteligente em Marte, especificamente marcianos como homemzinhos verdes com antenas.
Também encontramos outros clichês da ficção científica de antigamente, como comida em comprimidos.